| Esse sol, porque tinha de tanto brilhar |
| Anunciar no meu peito o amanhã pra depois sumir |
| E deixar tão mais negro meu céu, minha noite |
| Porque foi minha boca beber |
| Se embriagar da tua boca |
| Pra sobrar tão mais amargo |
| O gosto de vazio, de solidão |
| Meu coração prefere acreditar nessas promessas |
| Mesmo essas que só fazem abrir minhas janelas |
| Pra nenhuma, pra nenhuma, pra nenhuma paisagem |
| Ah, porque me invadir como doce canção |
| Pra depois me ferir, me queimar com ardor de toda paixão |
| Eu assim te acolhi sem nenhuma defesa |
| Como nova estação quando chega |
| Um belo dia, uma certeza |
| Um vinho dado à minha mesa |
| Uma palavra, um abraço de irmão |
| Meu coração prefere acreditar nessas promessas |
| Mesmo essas que só fazem deixar na minha pele |
| Calor, luz, alegria pra nenhum verão |