| Hoje é feriado eu construindo um raciocínio |
| Sei que para muitos é preciso um olhar clínico |
| Pensamentos a mil eu mantenho o eu lírico |
| Só tenho o da passagem na viagem é um fato empírico |
| O domínio da zoeira demora pra lapidar |
| Se tem festa todo dia o que eu mais quero é brindar |
| Quero me manter no ar, cansado de trabalhar |
| Aproveito tô dia inteiro até a lua se apresentar |
| O sol se foi, mas eu mantenho o esquema |
| Pois pra mim a alegria é o que mantém essa cena |
| Aqui não existe problema pois geral corre perigo |
| Mas se depender de mim os problemas são resolvidos |
| Atividade sempre em qualquer ocasião |
| Mesmo em momentos encontramos um turbilhão |
| Energia negativa tenta atrasar os irmãos |
| Vamo espalhar a mensagem que abre a mente e o coração |
| A rima é rara, embolada, swingada |
| Do sertão pro reggae, ragga |
| Rataria pela pista, honre sempre sua palavra |
| Aditivada como o pulo da janela |
| Amorteço minhas ideias com a força das argireias |
| (Refrão) |
| Não importa o CEP, só faz a inteira no Cap |
| Paga nossa passagem que nós vamo colar |
| Já que acabou o ret, nós chegamos com o Rap |
| Pro bagulho dar onda e vagabundo chapar |
| (Alexandre Devil) |
| Pega gelo e limão, um Green e cai pra treta |
| Avisa irmão, violão, cajon, garganta e letra |
| Rap bom era o pedido pros cometa |
| Já que desde menozinho o naipe era tarja preta |
| Sempre de missão, já que não pode parar |
| De passa as visão e também marolar |
| Aguarda Bck, Jonsu foi lá buscar um chá |
| Se fizer sol partiu role, praia |
| Que os rap tão na fita, nós não quer cd |
| Os trampo não é brincadeira, deixa eu mostrar pro cê |
| Babylon by nós, voz veloz no proceder |
| Tras as belas, as velas, relaxa e pode ascender |
| Para os manos daqui, para os manos de lá |
| Rimo pra evoluir, rimo pra incomodar |
| Punk rock, rap samba, samba |
| Rap rock, funk, rap naipe bamba |
| Lotando a bagagem com o peso do meu som |
| Cerveja dever, samba e amanhã seu zé |
| Eu faço um jazz na lua como Armstrong |
| É Mangue fella, o flow corre sem deslize |
| Porque eu não curto New York, prefiro Rio de Janeiro |
| Se os cara levou a viola, nós esquentamo os pandeiro |
| Porque o som é o lixo e o luxo que corta todo o espaço |
| Se eu fiz o pedido então tô pronto pro arregaço |
| Quero uma noite em 67, num Opala 79 |
| Fumando igual Cheech and Chong |
| Bebo Black, visto Black, zaralhando Steady Rock |
| Fuck! fofoque! traz outro drink shock! |
| (Refrão) |
| Não importa o CEP, só faz a inteira no Cap |
| Paga nossa passagem que nós vamo colar |
| Já que acabou o ret, nós chegamos com o Rap |
| Pro bagulho dar onda e vagabundo chapar |
| (Bruno Bck) |
| O rolé pode ser sexta a noite ou sábado de sol |
| Semana toda de trampo e quinta já tem futebol |
| «Coé rasta, tá de bobeira sete horas, sexta feira |
| Gravação a noite inteira e na madruga chapar» |
| Se tá calor, traz cerva, se tá frio, vodka |
| Bota o casaco, desberlota a erva, partiu pico lega |
| Estala uma stella e chama as taga |
| Pra careta guaraná, pra geral smoking marrom |
| Pra vizinho viatura, e as piranha quer chandon |
| Só que não, pede lá pra produção |
| Sanclayr, dynan sorru, bruvi, peri, joão |
| Parados na çapra, marquin no roca doidão |
| Vagabundo querendo ganhar, bad vibe noiadão |
| Só chegar, sueca, lhoraba quem xetrou |
| Nós joga no setor, peraí deu k. o |
| «coé meu mano, só um minuto, me empresta teu celular |
| Deix’eu fazer uma ligação pros moleque à cobrar» |