| Rolando pedras e pedras |
| Velocidade do som, yo |
| Mudando tudo a sua volta |
| Melhorando sempre |
| O que sai da boca tá no teu ventre |
| Escolhe bem a corda e ela não solta |
| Livre da carcaça |
| E do peso que a mentira tem |
| Quem sabe de onde vem |
| Tem uma visão que nunca embassa |
| Pois fala o que acredita |
| E não se vende |
| E mostra atitude pra fazer |
| O que vendido não entende |
| Disposição que se renova |
| De hora em hora |
| Eu vou botar pra dentro |
| O que eu não vi lá fora |
| Tudo que eu quis, senti no coração |
| Fui lá e fiz, Deus é meu juiz |
| Diz pra mim: «Vai nessa ! «Eu vou agora |
| Com dois olhos, quantos eu posso encarar? |
| Com minhas mãos, quantas posso tocar? |
| Mexe no quadro pra ver |
| O quanto pode mudar |
| Sua vida deu sinal, acho que ainda existe alguém ali |
| Lembra do principal, segue a linha |
| Respiração acelerada eu não lembro de nada mais |
| Transforma tudo que me encosta |
| Outra ferida fechou, soldado que regressou |
| Me diz quem eu sou mas capricha na resposta |
| Eu sei que é complicado ser um ser vivo |
| Se a natureza é morta |
| A solidão do filho quando a mãe aborta |
| Só me importa saber o que aqui é real |
| Não me leve a mal mas eu vi |
| Até a reta mais reta é torta |
| Eu sei que tudo vai mudar |
| Que um dia o eu que renasceu |
| Vai poder voar devagar |
| E se uma lágrima for derramada |
| Ao molhar a terra |
| Toda folha que secou vai ser regada |
| Livre de tudo que dói e remóe |
| Se for em casa rebelde |
| Sacode o pó e vai |
| Que lá na frente é outra fita |
| Só faz o que eu mandei |
| Se prepara pra quando o fogo cai |
| Com a raquetada que eu dou com a voz |
| Toda barreira pra debaixo dos meus pés |
| Quem tiver de pé um dia vai saber |
| Pode ser você |
| Abre o olho que é nóis |