| Há uma velha badalhoca, tira me pinta de mau |
| Sabe o que ela quer? |
| O que ela quer é pau |
| Sou um cadáver ambulante, controlado pela mente |
| A papar fake mc’s nos saldos do continente |
| Anormal, chama-me animal, monstro colossal |
| Walking Dead motherfucker, canifícina mental |
| Prepara o prato para o nosso entrecosto |
| Moço! Podes ser guloso, nunca ficas mal disposto |
| Mas não te estiques a brincar com nosso posto |
| Street rap é compromisso tal e qual como é suposto |
| Estamos no mapa, mente concentrada |
| Encontras-me na estrada desapareço assim do nada |
| (Voilà) |
| Só vês fumaça neblina concentrada |
| Sente o power do produto tipo que deste na jarda |
| É o peso do godzilla, carregado de doping |
| Fuck comercial, underground não vês no shopping |
| Mercado independente pra acabar com a tua feira |
| Fakes, pequenas sereias, pego em tudo e dou rasteira |
| Há quem se pique e traga artimanhas |
| Há quem só pare e finja |
| Que deu uma mija pelo caminho e falo de quem lhe aflija |
| Isso é conversa de balcão enquanto o balão incha |
| Existe sempre uma pessoa que vai dar pra ninja |
| Vais te levantar da campa, e pensar bem profundo |
| Se tudo aquilo que tu fizeste compensa a atitude |
| Se te soltar a tampa, tu mete um sobretudo |
| Há que ter fé, marcar presença, ter marca no mundo |
| Isto é Rott, isto é Jack, deixa as moedas na slot |
| 'Tou a brincar esta é de graça |
| Chama o Five pra dar capote |
| Fica a dica e o álibi e… |
| Chama o Fari e o RC pra incendiar |
| Ainda se vai falar ali |
| Assim do nada mete a ordem no cúbico |
| Isto é OnFire, queima da pena até ao bico |
| Cascais quem contacta, mal vi que havia um mapa |
| Maldito do puto tipo não vai tal vida à Via Láctea |
| Explicita no beat e no flow tipo líquido |
| Veste o kispo viste que isto é lixo químico |
| Estou psíquico, vou controlar o teu estado típico |
| Vais passar a ser um dread com contraste nítido |
| Trago a voz que a morte acompanha, voz assassina |
| Qualquer brasa que eu tenha, fogo em gasolina |
| Dá me lume Jackpot que hoje o Rott tchilla |
| Fumo cobre o spot numa dose forte tipo o godzilla |
| Estilo é canino, massivo, assim memo assino |
| O sangue, é tinta, na arte de um assassino |
| Há quem tenha tentado, mas anda vendado |
| Eu vou furtar o estilo tuga, deputado, sentado |
| Sem esforço, sou louco, acredita eu tou disposto |
| A queimar o rap tuga, confesso o fogo posto |
| Underground, underground, temperatura 10 |
| Rap, rap hardcore que até a puta mexe |
| Eu venho cá de cima, é Matosinhos sintoniza |
| Gritos da periferia na nortada santa brisa |
| O povo verbaliza, em sotaque caracteriza |
| Quem tem o coração na boca, só percebe quem cá vem |
| (Grande Porto!) |
| Opaca cidade sente a densidade, cinzento |
| Multiplicidade dá me a liberdade que eu tento |
| Sem debilidade, a diversidades eu venço |
| Queres um exemplo de vida? |
| E eu que te sirva de exemplo |
| Aos acertos e enganos juntamos, unimos manos |
| Na procura da cura mais favorável |
| Esta é a hora e a partir de agora |
| Os planos são engordar até tornar o meu nome incontornável |
| Porque encruzilhada é só parte da jornada brother |
| Perceberás quando me vires de cara lavada |
| Decora o nome isto é Kaines Escorja crew |
| Aos pontapés e levo gente que enoja como tu |
| Assim do nada a gente entra e rebenta |
| Portão do street rap, nenhum de vocês cá entra |
| Sente o meu ritmo, amor e palavra |
| Trava, se encrava é porque não encaixa |
| Tu nos procuras porque sabes que é diferente |
| A melodia que alucina a tua mente |
| Tropa ta junta já sabes o movimento |
| São bofas no ouvido carregadas de cimento |
| Eu sei que tu desejas e que choras por mais |
| Esta sintonia, da Linha de Cascais |
| Absorve as nossas dicas e passa a mensagem |
| Dispenso o teu buzz, não me vês na paragem |
| Explora e analisa, cada dica sentida |
| E digo-te outra vez boy, o meu bilhete é de ida |
| Voltar pra trás não dá, jamais, eu nunca o faria |
| Sentir a mistura de medo com adrenalina |
| Deixa me ir soltar uns toques com dotes da caderneta |
| Eu faço isto à moda antiga, dois blocos uma caneta |
| RC, eu apresento, fui criado no segundo |
| Num segundo imaginário pertencente ao outro mundo |
| Não me rendo a paparudos só fakes e trabucos |
| Eu cultivo o pensamento, não dou presentes a putos |
| É assim que levo a vida, vida louca, vida gasta |
| Fazer tudo o que sinto em prol do tempo que não basta |
| Da arrasta vem o processo, trabalho intuitivo |
| Hoje tou com os mad dogs, em formato destrutivo |
| Boy temos beats produzidos, material da casa |
| Anda muito oportunista a passar onde nada passa |
| Vendidos querem vendas em pacotes, encomendas |
| Querem o people no pau bota o cash é nossa renda |
| Agora só pra acabar, sente o peso e murmura |
| Lançamos do ground 0 barras a qualquer altura |